O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Santa Maria Manoel Badke (União Brasil), Maneco, não precisará mais ressarcir em R$ 157,1 mil os cofres públicos. Em 2018, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) responsabilizou o atual vereador por “culpa grave” ao não investigar medições na obra da nova sede do Legislativo, que teriam gerado prejuízo por serviços que não teriam sido executados. Mas a defesa de Badke recorreu ao Pleno do TCE e, por unanimidade, o próprio tribunal o inocentou da responsabilização por supostas irregularidades na polêmica obra, parada há 10 anos. O parlamentar só terá de pagar uma multa de R$ 1 mil.
Em entrevista ao Bom Dia, Cidade!, da CDN, na segunda-feira, o ex-presidente da Casa em 2012 disse que “somos ordenadores de despesa” e que seguiu orientações do engenheiro da obra e do setor técnico e contábil da Casa para autorizar os pagamentos à Engeporto, empresa responsável pela obra e que teve o contrato rescindido por descumprimento de algumas cláusulas. “Sempre disse que tinha minhas mãos limpas, nunca me apropriei do dinheiro público”, afirmou Badke, revelando certa mágoa de ex-colegas por insinuações de que ele teria “embolsado” recurso público. Ele acrescentou que a sociedade reconheceu que ele não tinha cometido nenhuma irregularidade e o reelegeu para mais um mandato, o sexto consecutivo no Legislativo santa-mariense.
Se o acordo, que já garantiu Valdir Oliveira (PT) e, agora, Givago Ribeiro (PSDB) na presidência na Câmara se mantiver firme, Badke será o chefe do Legislativo em 2024, ano de eleição municipal. Contudo, o vereador, que é o atual vice-presidente da Casa, já adiantou que não disputará a reeleição.